Gosto de ficar sentada no chão frio e fixar o meu olhar na árvore de Natal. Deixo os pensamentos flutuarem, e concentro-me apenas no brilho as luzinhas por entre pedaços de pinho verde. As fitas coloridas entrelaçam-se umas nas outras numa harmonia natalícia. No topo da árvore permanece o Pai Natal, com o seu aspecto acolhedor carregando algumas prendas. No chão junto da árvore, já não existem presentes misteriosos, já nem sequer existem vestígios de embrulhos rasgados. Está vazio, iluminado apenas pelo brilhar intermitente das luzinhas. Há ainda pequenas estrelas sobre a árvore, que embora sem luz própria estão ali a marcar a sua presença importante. Não podem faltar as bolinhas de todos os tamanhos e cores, algumas cobertas com tanta neve artificial que não se vê o reflexo da cara de quem delas se aproxima.
Após uns breves minutos de reflexão, dou por encerrado este Natal. Em silêncio desligo a televisão, as luzinhas coloridas deixam de iluminar a árvore gigantesca e os seus elementos e eu, fecho a porta da sala com votos de para o ano repetir o mesmo gesto com o coração preenchido tal como está agora.