sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Vestígios Natalícios


Gosto de ficar sentada no chão frio e fixar o meu olhar na árvore de Natal. Deixo os pensamentos flutuarem, e concentro-me apenas no brilho as luzinhas por entre pedaços de pinho verde. As fitas coloridas entrelaçam-se umas nas outras numa harmonia natalícia. No topo da árvore permanece o Pai Natal, com o seu aspecto acolhedor carregando algumas prendas. No chão junto da árvore, já não existem presentes misteriosos, já nem sequer existem vestígios de embrulhos rasgados. Está vazio, iluminado apenas pelo brilhar intermitente das luzinhas. Há ainda pequenas estrelas sobre a árvore, que embora sem luz própria estão ali a marcar a sua presença importante. Não podem faltar as bolinhas de todos os tamanhos e cores, algumas cobertas com tanta neve artificial que não se vê o reflexo da cara de quem delas se aproxima.



Após uns breves minutos de reflexão, dou por encerrado este Natal. Em silêncio desligo a televisão, as luzinhas coloridas deixam de iluminar a árvore gigantesca e os seus elementos e eu, fecho a porta da sala com votos de para o ano repetir o mesmo gesto com o coração preenchido tal como está agora.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


Há momentos em que nada mais parece ter brilho. Há momentos em que ninguém é capaz de quebrar o silêncio. Há momentos em que tudo nos aterroriza e ninguém é capaz de acalmar a tempestade. Há momentos em que nada mais nos faz felizes a não ser uma amizade sincera.

Para ti, minha Sereia, um beijinho muito grande de parabéns =)
Que na tua vida os bons momentos se sobreponham sempre aqueles menos bons. Mas que nesses menos bons eu esteja presente e seja capaz de fazer brilhar os teus olhos, quebrar o silêncio e dar-te a mão para te ajudar. Não esquecerei esta ainda pequena amizade, nem todos os gestos que fizeste por mim.
Desejo que no futuro o nosso percurso seja feito lado a lado, com os acontecimentos engraçados e que fortalecem a nossa amizade em fase de crescimento.
Conta sempre comigo! Um beijo enorme *

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Gostaria...

Gostaria de ser alguém que já não sou... Já não sou coerente no que digo, menos ainda relativamente ao que faço. Hoje sinto-me perdida, fechada num recinto sem portas, janelas ou qualquer fenda que permita a existência de claridade. Continuo no escuro, sem conseguir mover-me, sem conseguir reconhecer objectos, sem conseguir sequer raciocinar. Estou completamente bloqueada...
Gostaria que destruísses este ambiente monótono, sombrio, que culmina com as perspectivas de futuro que um dia idealizei.
Gostaria que soubesses onde estou fechada, caída nas malhas da incerteza, mas nem eu sei onde estou. Não consigo orientar-me. Não sei como posso sair daqui, não sei como posso pedir ajuda ou se realmente o devo fazer. Não é altura de ser julgada nas trevas por pessoas que não me conhecem, que não me tentam entender, que me pressionam. Agarram-me de tal maneira que me deixam escapar por entre os dedos como se fosse areia. Magoam-me. Retraio-me. Afasto-me.
Gostaria de não escrever este texto, de não ter que me silenciar entre palavras. Mas não gostaria se não estivesses presente, não gostaria que não me tranquilizasses, não gostaria que permanecesses do lado de fora da janela demasiado iluminado separado por um pedaço de madeira escura que afastava o meu olhar do teu.
Para ti, menina especial e companheira :)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Um sopro...

Um sopro encanta! Arrasta consigo magia, serenidade, confiança... Restaura o bem-estar interior.

Um sopro... Maravilha! Suavemente, empurra-nos em direcção a um caminho inesperado, que pensamos não ser o nosso, mas que acabamos por nos adaptar.

Um sopro renova! Faz-nos sentir a brisa, procurar emoções, identificar odores, olhar o que nos rodeia e vê-lo como se fosse a primeira vez.

Um sopro deixa-nos na falésia, obriga-nos a procurar o equilíbrio, força-nos a ir buscar ao fundo do nosso “eu” a confiança, a força de vontade, o poder de decisão.

Um sopro que nos põe à prova! Que leva para o nosso caminho folhas soltas que dificultam a nossa visão para além delas. Assim, faz-nos duvidar, provoca em nós um medo terrível que nos faz desejar o colo materno.

Um simples sopro tem a força de mudar o rumo da nossa vida, tem o dom de nos fazer vaguear pelos nossos pensamentos, dar valor ao que nos acontece e rodeia.

Um sopro traz consigo um sussurro! O que ele diz? Fica atento, lê nas entrelinhas, podes até pedir ajuda às estrelinhas. Eu já escrevi tudo o que este sopro me trouxe num sussurro.

sábado, 19 de setembro de 2009

Não vás embora

Fica aqui comigo hoje, só mais esta noite.

Talvez amanhã te faça o mesmo pedido e no dia seguinte também e nos dias da próxima semana talvez insista mais uma vez. Poderei pedir a tua presença durante um mês ou só esta noite, mas hoje quero que fiques aqui, do meu lado.

Quero que ocupes o cadeirão que fica junto da minha cama. Quero olhar as nossas sombras projectadas na parede, próximas daquele relógio onde o tempo permanece estático. Quero ver-te segurar a minha mão, a olhar para o infinito, a sussurrar palavras confidentes. Como se as bonecas de porcelana, cobertas de pó, que estão em cima do armário do nosso quarto, escutassem os nossos segredos.

Suavemente, vamos fechando os olhos, as palavras vão-se arrastando. Até que no quarto, apenas, se ouvem as nossas respirações. As risadas escondidas nas almofadas são agora uma recordação.

Nesta noite em que o vento sopra forte, não deixaste que sentisse medo, quando enrolaste os teus braços à volta do meu peito fino e frio.

Talvez amanhã não seja necessário ser eu a pedir-te para ficar. Talvez amanhã sejas tu quem me pede para ficar.

Escher

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Porque é que não quebras o silêncio?

Porque é que não vejo os teus lábios serenos proclamarem uma palavra?

Porque é que continuas nesse lugar obscuro que se tornou o teu coração?
Já pensaste que lhe podes abrir uma pequena janela?

Já pensaste que fazes falta a alguém?

Sim, a tua gargalhada já se converteu numa recordação. A força do teu olhar permanece imóvel nos retratos que existem pela casa. O barulho dos teus passos escutam-se muito levemente no soalho do teu quarto. Apenas aí.

Anseio que consigas, rapidamente, abrir a porta desse teu refúgio que não te protege de nada, apenas te isola, e desças a rua. Eu estarei lá no fundo, à espera que a força do teu olhar faça desviar o meu para ir de encontro ao teu. Novamente.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Retrospectiva

Quando, pelo quarto, ecoa o som de uma música que já não era escutada há algum tempo... Misteriosamente, desperta uma nostalgia que faz recordar algo que já se viveu. Então, pouso a cabeça no sofá, lentamente, sentido com atenção cada batida da música como se cada compasso fosse marcado por um momento diferente. Fecho os olhos e desligo-me da realidade. Deixo os meus pensamentos regressarem ao passado, fluindo depois para o presente. Revivo-os. Sorrio. Recordo como nesses tempos tudo era bem mais fácil...

Criança inocente, de sorriso e coração puro, de mãos dadas com a vida. Sem questionar nada, vivia na ausência de preocupações. Agora, o oposto. Contesto a minha vida, cada passo que dou ou vou dar. Depois, a longa espera... Torna-se angustiante. Os dias demoram um Inverno a passar. As horas são dias. As noites, uma tormenta. O cérebro não pára, é bombardeado com interrogações sobre um futuro indefinido. A respiração fica mais pesada. O coração é apertado por um medo inexplicável. E, nessas noites, o escuro é a única certeza. O futuro é uma certeza durante a noite, escuro. Não sei o que poderá acontecer, não há perspectivas de melhoras, mas o futuro é assim mesmo, uma descoberta. Porém, há dias em que parece risonho, brilhante e outros em que se torna uma noite fria e escura de Inverno.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.
Fernando Pessoa

terça-feira, 9 de junho de 2009

Um dia calado, um ambiente exageradamente sossegado... Uma pessoa de olhar disperso o vazio, de coração que vagueia algures por aí, nas mãos de uns e de outros. Que passa pelas mãos de todos, mas que é incapaz de ficar ao abrigos das mãos de alguém.

São mãos carinhosas, algo enigmáticas, atenciosas. Outras efémeras, calejadas pelas malhas da vida, com medo de coleccionar mais uma marca. Há ainda outras que cuidam como sendo um bem precioso, como se anteriormente não tivesse ali pousado outro coração. Há no entanto mãos falaciosas, agrestes, com único intuito de magoar.

É assim, conhecedor, o coração que trago no peito. Passando de mão em mão, conhecendo cada uma verdadeiramente ou deixando-se iludir por outras que fingiram ser o que não eram ou o que gostariam de ser, caminha num ciclo vicioso. Que se deixa conhecer, que conhece e se magoa profundamente. Fica sem gota de sangue, chora lágrimas de tristeza, perde mãos que nunca mais vê nem sente. Mas de novo ganha alento para continuar a percorrer mãos desconhecidas, de tantas mãos pelas quais já passou.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sorrisos contrafeitos

Quantas vezes a vida não nos sorri e nós para manter as tão mensuráveis aparências, nos esforçamos e mostramos um sorriso.
Quantas vezes nos magoam, intencionalmente ou não, e nós mesmo tristes e com o coração por sarar esboçamos um sorriso. Muitas vezes para evitar zangas, ou porque não estamos emocionalmente estáveis para ter uma conversa explicativa ou uma discussão descabida, deixamos passar o erro sem que qualquer vestígio de caneta vermelha caia sobre este. Esquecemos o que sentimos, ferimos o nosso orgulho...
Quantas vezes a única vontade é chorar e mesmo assim, esboçamos a todo o custo mais um sorriso. Porque não queremos preocupar quem nos rodeia, porque não queremos fraquejar ou porque não nos queremos sujeitar a perguntas ou comentários.
Quantas vezes não temos objectivos na nossa vida, nem forças para lutar contra o que quer que seja e mesmo assim, sorrimos.

Talvez isto não aconteça a todos, mas... Sempre tive alguém do meu lado que me ensinou sempre a sorrir, porque se eu sorrisse os problemas tornar-se-iam menores. Mas... E quando não conseguir esboçar mais esse sorriso?

domingo, 17 de maio de 2009

Pôr-do-Sol


É sempre bom assistir a este encanto da Natureza. Na impossibilidade de estar presente algures numa praia encantada, o olhar brilha ao ver uma simples imagem.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Crescer

Crescer não é só sofrer. É sermos portadores de um desejo de evasão, realizá-lo, passar horas a recordar tempos em que os sorrisos eram inocentes e abundantes. É preciso saber viver, atribuir significados a todas as vivências que coleccionamos ao longo do nosso percurso.

Crescer não implica mudar psicologicamente de uma forma demasiado radical, não é necessário tomar apenas decisões ditas adultas, muito ponderadas e politicamente correctas. Não... Às vezes também decidimos com o coração, agimos por instinto ou impulsos do nosso inconsciente. Mas vivemos. Podemos errar e assim aprender.

No processo de crescimento não há um programa que inverte o coração para diminuir o seu tamanho. As nossas decisões devem sim ser pensadas e analisadas, mas não devemos esquecer que temos também coração, tantas vezes inimigo da razão. Não devemos silenciar os nossos sentimentos e emoções capazes de nos denunciar a qualquer momento.

Crescer tem as suas consequências... Já não conseguimos deixar toda a gente a sorrir com aquilo que dizemos, já ninguém decide por nós o que temos que fazer, já não ficamos impunes quando fazemos asneiras... E as asneiras que mais nos magoam agora e que acarretam pior castigo, são aquelas que nós próprios cometemos. Mesmo quando anteriormente fizeram soar o alarme de perigo.

Muitas vezes, achamos que já crescemos o suficiente para sabermos tudo e sermos capazes de fazer as nossas próprias escolhas sem sequer nos disponibilizarmos a ouvir alguém que já cresceu mais do que nós.

sábado, 18 de abril de 2009

Essência da tua existência

Ainda moro no vazio dos teus passos. Ainda permaneço no silêncio das tuas palavras. Ainda flutua no ar a essência da tua existência tão imprecisa. Ainda me sinto presente no teu caminho, mas que só é utilizado como um caminho secundário quando sempre fiz parte do principal.

Ainda passo pela rua onde juntos crescemos... Tudo permaneceu igual. Os mesmos muros onde tentávamos encontrar posições de equilíbrio, as mesmas árvores de troncos ocos que tantas vezes eram o nosso esconderijo dos outros miúdos que tentavam participar nas nossas brincadeiras tão cúmplices.

Ainda olhei de relance para as nossas casas... E vi! Vi o reflexo das nossas caras, da nossa amizade, das nossas brincadeiras, das nossas conversas... Mas de repente, alguém fechou a persiana e todas aquelas imagens desvaneceram, tal como na realidade. Já não corremos de mãos dadas pelo bairro, já não chegamos a casa com a roupa suja quando caíamos no parque, já não partilhamos as nossas mais secretas confidências.

Ainda não fomos ou não queremos ser capazes de mudar esta situação desgastante... Então continuamos a fazer visitas regulares às recordações, em horários diferentes, com medo de no irreal os nossos olhares se cruzem de novo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Imortais

Hoje decidi deixar a letra de uma música, uma excelente música de Mafalda Veiga que diz muito. Talvez diga tudo até.


Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir
Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou
Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

domingo, 12 de abril de 2009

Dona do tempo

Hoje queria simplesmente ser dona do tempo...

Poder voltar a momentos passados, mudar situações, atitudes, pessoas... Seria capaz de ir em busca da perfeição, onde não haveria lugar para ressentimentos, mágoas ou tristezas. Mas consciente da realidade, sei que flutuo numa espécie de utopia irreal.

Não sou capaz de evitar que as pessoas de quem realmente gosto se magoem mutuamente. Não sou capaz de evitar um afastamento. Não sou capaz de mudar opiniões. Não sou capaz de evitar estas guerras que destroem os dois campos de batalha silenciosamente. E também não sou capaz nem quero manter-me na reserva... Permaneço então no território neutro, tentando apaziguar as duas partes. Não é fácil, muitas das vezes as forças fraquejam. Mas depois, o ruído não corrompe o silêncio incómodo e vejo-me obrigada a fazer algo.

Às vezes era tão mais fácil passar à frente estas situações... Não o podendo fazer, o melhor mesmo é tentar evitá-las.

Hoje, não queria sentir-me presa nestes pensamentos tão deturpados... Mas mais uma vez não sou dona do tempo e não há nada que possa fazer para evitar ou mudar acontecimentos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Máscaras


Hoje deixa cair a tua máscara.

Hoje ninguém perceberá quem realmente és, porque não entenderão se será disfarce ou não.

Hoje enfeita somente as tuas roupas com a humildade de cada traço teu. Hoje não maquilhes o teu rosto jovem com essas cores vistosas e badaladas.

Hoje sê quem sempre foste!

Sim... Hoje! Hoje é a tua oportunidade de despires esse fato que não é o teu, essa máscara que não é a tua. Hoje usa algo que não te seja alheio. Se procurares, tenho certeza que encontrarás no fundo do baú, intactos, estilhaços de ti própria.

Hoje olha para a vida! Renuncia com firmeza essa máscara que esconde os contornos já definidos do teu rosto, carregada de hipocrisia, cinismo, que olha tudo com inveja... Que é olhada como algo que impede a felicidade que não lhe diz respeito e que rotula tudo o que a envolve. Usas essa venda que deturpa claramente a tua visão perante a realidade. Lembra-te de que não estás a contracenar numa novela, não trocas de roupa a cada dois minutos para entrar novamente em cena, não podes recuar no tempo caso troques as falas que tinhas escritas no guião. Não... Isto não é ficção, é a tua vida. Sim... Podes encará-la como um jogo, onde os erros se pagam com juros, retroceder é acompanhado de consequências e as casas de sorte são escassas, mas do qual tens que sair triunfante.

Hoje agarra-te! Procura o teu caminho, vive a tua vida! Arranca essas ligações aparentes que estabeleces com elementos desse grupo, todos iguais, todos materialistas e gananciosos, que se invejam mutuamente numa luta desenfreada por um único objectivo tantas vezes fútil. Essas pessoas que criticam não só a forma como os outros se vestem, mas invejam também o simples facto de serem felizes, de se aceitarem tal como são e com essa naturalidade conseguirem cortar as suas metas pessoais.

Hoje! Muda hoje porque amanhã podes não ter força nem motivação para o fazer. Máscara... Já ocultou tanto de ti, já a suportaste tanto tempo que não a precisas mais. Aproveita o sol radioso para a tua beleza interior brilhar aos poucos no exterior, longe de olhares reprovadores ou de atitudes pré-definidas para seres socialmente aceite.

Hoje és feliz porque és tu mesma, sem medo de seres descoberta, sem medo do mundo que durante momentos evitaste.

Hoje deixaste cair essa máscara num poço sem fundo, sem tentativa de resgate sequer. Hoje descobriste que mais importante do que ser quem os outros querem que sejas, é seres tu própria! Assim já conseguiste vencer uma etapa do jogo, és tu a dona dos dados e do lugar da frente, porque foste capaz de jogar com dignidade e assim o jogo torna-se menos perigoso, as máscaras ficam menos sombrias e começam a desvanecer... Até que o sol brilha incondicionalmente em qualquer encruzilhada da tua vida!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Lua Nova

Este é um blog como tantos outros. No início é criado com muito entusiasmo e com grandes perspectivas para o futuro, mas depois o tempo arrasta outros projectos, acabando muitas vezes por se esquecer este que agora arranca.

Pretendo manter este blog, com mais ou menos regularidade, alguma qualidade e mistério.

Não poderia deixar de dizer que o nome deste blog ""Fases Lunares", o devo a alguém muito especial para mim. Se não fosse essa pessoa, certamente este espaço não existia.