sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Porque é que não quebras o silêncio?

Porque é que não vejo os teus lábios serenos proclamarem uma palavra?

Porque é que continuas nesse lugar obscuro que se tornou o teu coração?
Já pensaste que lhe podes abrir uma pequena janela?

Já pensaste que fazes falta a alguém?

Sim, a tua gargalhada já se converteu numa recordação. A força do teu olhar permanece imóvel nos retratos que existem pela casa. O barulho dos teus passos escutam-se muito levemente no soalho do teu quarto. Apenas aí.

Anseio que consigas, rapidamente, abrir a porta desse teu refúgio que não te protege de nada, apenas te isola, e desças a rua. Eu estarei lá no fundo, à espera que a força do teu olhar faça desviar o meu para ir de encontro ao teu. Novamente.

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