quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Um sopro...

Um sopro encanta! Arrasta consigo magia, serenidade, confiança... Restaura o bem-estar interior.

Um sopro... Maravilha! Suavemente, empurra-nos em direcção a um caminho inesperado, que pensamos não ser o nosso, mas que acabamos por nos adaptar.

Um sopro renova! Faz-nos sentir a brisa, procurar emoções, identificar odores, olhar o que nos rodeia e vê-lo como se fosse a primeira vez.

Um sopro deixa-nos na falésia, obriga-nos a procurar o equilíbrio, força-nos a ir buscar ao fundo do nosso “eu” a confiança, a força de vontade, o poder de decisão.

Um sopro que nos põe à prova! Que leva para o nosso caminho folhas soltas que dificultam a nossa visão para além delas. Assim, faz-nos duvidar, provoca em nós um medo terrível que nos faz desejar o colo materno.

Um simples sopro tem a força de mudar o rumo da nossa vida, tem o dom de nos fazer vaguear pelos nossos pensamentos, dar valor ao que nos acontece e rodeia.

Um sopro traz consigo um sussurro! O que ele diz? Fica atento, lê nas entrelinhas, podes até pedir ajuda às estrelinhas. Eu já escrevi tudo o que este sopro me trouxe num sussurro.

1 comentário:

  1. A forma como se faz arte é por muitas vezes de difícil entendimento exterior.
    Magnifico é conseguirmo-nos soltar e expelir todas as letras do nosso consciente. Este processo exterioriza uma imagem de portentosa personalidade que não está ao alcance de qualquer indivíduo.
    Muitas vezes este trâmite de raciocínio intelectual e pessoal faz-nos reflectir naquilo que somos. Por vezes positivo quando olhamos para o nosso efémero percurso de vida sob uma perspectiva positiva, encarando as nossas dificuldades e infelicidades como meros percalços e futilidades. Importante não é existir?
    Existe o outro lado em que os nossos pensamentos estão carregados de revolta e solidão interior. Somos esmagados contra um beco sem saída, encondemo-nos da realidade e efectuamos um sem número de questões sobre o "eu" que nunca existiram anteriormente.
    Bem, estes sentimentos não entram no nosso leque de opções. O percurso natural do tempo ditará em qual dos lados nos vamos encontrar. Mas somos livres para alterar a qualquer momento o decorrer dos acontecimentos. Porquê aqui e não em Praga?
    A rotina carrega um enorme fardo nos pensamentos negativos. Temos de ser inteligentes para mudar isso.
    E estou eu aqui deixando flutuar estas letras, que poderão ou não fazer sentido. Isso também não é importante.
    Parabéns por conseguires soltar a arte que há em ti. A técnica evoluirá naturalmente, mas para isso é nuclear continuares a escrever.
    Denoto num contexto geral dos teus textos uma tendência para a escrita reflectiva, sombria e expressiva, frequentemente marcada pela necessidade de existir um receptor.
    Um som não ecoou no meu quarto, mas a mente ficou automaticamente ligada a Leonard Cohen.
    É ao som dele que escrevo. Não sei se conheces, mas deverás passar a conhecer. Mergulha nas suas letras, tem tudo haver com os teus textos. Não contigo. Saltou logo à vista uma invulgar socialização e alegria que a tua presença demarca num espaço. Só demonstra o especial que existe em ti.
    Ah, e vais correr com gordinhos...lol

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