segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sorrisos contrafeitos

Quantas vezes a vida não nos sorri e nós para manter as tão mensuráveis aparências, nos esforçamos e mostramos um sorriso.
Quantas vezes nos magoam, intencionalmente ou não, e nós mesmo tristes e com o coração por sarar esboçamos um sorriso. Muitas vezes para evitar zangas, ou porque não estamos emocionalmente estáveis para ter uma conversa explicativa ou uma discussão descabida, deixamos passar o erro sem que qualquer vestígio de caneta vermelha caia sobre este. Esquecemos o que sentimos, ferimos o nosso orgulho...
Quantas vezes a única vontade é chorar e mesmo assim, esboçamos a todo o custo mais um sorriso. Porque não queremos preocupar quem nos rodeia, porque não queremos fraquejar ou porque não nos queremos sujeitar a perguntas ou comentários.
Quantas vezes não temos objectivos na nossa vida, nem forças para lutar contra o que quer que seja e mesmo assim, sorrimos.

Talvez isto não aconteça a todos, mas... Sempre tive alguém do meu lado que me ensinou sempre a sorrir, porque se eu sorrisse os problemas tornar-se-iam menores. Mas... E quando não conseguir esboçar mais esse sorriso?

domingo, 17 de maio de 2009

Pôr-do-Sol


É sempre bom assistir a este encanto da Natureza. Na impossibilidade de estar presente algures numa praia encantada, o olhar brilha ao ver uma simples imagem.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Crescer

Crescer não é só sofrer. É sermos portadores de um desejo de evasão, realizá-lo, passar horas a recordar tempos em que os sorrisos eram inocentes e abundantes. É preciso saber viver, atribuir significados a todas as vivências que coleccionamos ao longo do nosso percurso.

Crescer não implica mudar psicologicamente de uma forma demasiado radical, não é necessário tomar apenas decisões ditas adultas, muito ponderadas e politicamente correctas. Não... Às vezes também decidimos com o coração, agimos por instinto ou impulsos do nosso inconsciente. Mas vivemos. Podemos errar e assim aprender.

No processo de crescimento não há um programa que inverte o coração para diminuir o seu tamanho. As nossas decisões devem sim ser pensadas e analisadas, mas não devemos esquecer que temos também coração, tantas vezes inimigo da razão. Não devemos silenciar os nossos sentimentos e emoções capazes de nos denunciar a qualquer momento.

Crescer tem as suas consequências... Já não conseguimos deixar toda a gente a sorrir com aquilo que dizemos, já ninguém decide por nós o que temos que fazer, já não ficamos impunes quando fazemos asneiras... E as asneiras que mais nos magoam agora e que acarretam pior castigo, são aquelas que nós próprios cometemos. Mesmo quando anteriormente fizeram soar o alarme de perigo.

Muitas vezes, achamos que já crescemos o suficiente para sabermos tudo e sermos capazes de fazer as nossas próprias escolhas sem sequer nos disponibilizarmos a ouvir alguém que já cresceu mais do que nós.